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Metodologia Vivencial

METODOLOGIA VIVENCIAL DE APRENDIZAGEM INTEGRADA
(VAI®)

 

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Ao longo de 20 anos dedicados ao desenvolvimento de pessoas e organizações, temos cada vez mais a convicção de que adultos gostam de aprender, mas não gostam de ser ensinados. Alguém mais já percebeu isto?

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"Inquestionavelmente os adultos já trazem uma experiência acumulada, a qual, por um lado, favorece a aprendizagem pela capacidade de intercâmbio de acertos e desacertos, de convicções e dúvidas, e por outro vai exige, em alguns momentos, o desenvolvimento da capacidade de 'aprender a desaprender', para a aquisição de novos conhecimentos, atitudes e comportamentos."

A constatação é de todo profissional que atua em T&D, particularmente em sala, dando treinamento, e que vem se atualizando sobre as mudanças que estão afetando recorrentemente nossa atuação profissional. Esta é a opinião de Yolanda Braconnot, psicóloga e consultora na área de Recursos Humanos há mais de 15 anos, hoje diretora da Ventos Eventos no Rio de Janeiro.

Percebendo que os adultos precisam se sentir co-responsáveis pelo diagnóstico das necessidades individuais e do grupo a serem trabalhadas, bem como verem no aprendiz uma aplicação imediata às atividades que executam, aos problemas e desafios que enfrentam no dia-a-dia, Yolanda e sua equipe desenvolveram uma metodologia própria para solucionar estes e outros problemas que enfrentamos para trabalhar com treinamento de adultos a chamada andragogia.

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Outro aspecto importante a ser considerado é que mesmo os mais ortodoxos não mais questionam a ligação entre o intelecto e o emocional, ou seja, não adianta examinarmos "o que aconteceu" desassociado do "como aconteceu".

Como se sabe, o antigo instrutor está dando lugar ao facilitador, cujo papel é auxiliar as pessoas a removerem as dificuldades ou obstáculos para o próprio desenvolvimento, bem como dos grupos e organizações que integre.

É com base nessas premissas que se desenvolve a Metodologia VAI® - Vivencial de Aprendizagem Integrada - para o desenvolvimento, comprometimento e potencialização de pessoas nas mais diversas organizações. A Metodologia VAI® pretende constituir-se em um poderoso facilitador na busca do desenvolvimento humano, pois reúne, de forma sinérgica e convergente, os diferentes níveis de aprendizagem: cognitivo, emocional, atitudinal e comportamental, conforme mostra o gráfico a seguir:

Comportamental (4)
Agir
Atitudinal (3)
Perceber - Predisposição para agir
Emocional (2)
Querer - Sentir
Cognitivo (1)
Conhecer - Pensar

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"O Conhecimento (1) é importante para o processo de aprendizado", diz Yolanda, "mas não garante, sozinho, a mudança esperada de atitudes e comportamentos. Veja-se, por exemplo, o caso do fumante. Sem sombra de dúvidas, todo fumante 'conhece' (1) os malefícios do cigarro. Mas isso, por si
só, não é suficiente para 'querer' (2) parar de fumar. Em algumas situações ele pode até mudar suas 'atitudes' (3), frente a uma placa de proibido fumar, por problemas de garganta ou mesmo em uma das inúmeras tentativas, o que não significa parar definitivamente. Somente quando ele incorpora a mudança no seu 'comportamento' (4) é que finalmente ele consegue parar de fumar."

Da mesma forma, no trabalho, por exemplo, com grupos de gerentes, pode-se perceber que muitos conhecem mais teorias sobre Liderança que até mesmo muitos instrutores. Entretanto, o aprendizado está apenas no nível cognitivo, pois embora saibam como deveriam agir ou como não agir, continuam mantendo suas atitudes e comportamentos nos mesmos padrões.

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Através da Metodologia Vai®, Yolanda e sua equipe pretendem fazer com que os participantes entrem primeiramente em contato com suas atitudes e comportamentos a partir da utilização de três unidades intercaladas que se completam: unidade de atividades vivenciais, unidade de atividades conceituais e unidade de compromisso com a aplicação do que foi aprendido.

A primeira unidade parte da utilização de jogos e atividades vivenciais, dentro e fora de sala, dinâmicas, simulações, dramatizações e autoscopia (uma técnica psicodramática de investigação e reconhecimento pessoal). As atividades desenvolvidas nessa unidade propiciam aos participantes condições de observar e entrar em contato com a realidade de sua forma de sentir, perceber, agir e pensar. Possibilita, ainda, que os próprios participantes possam identificar as suas forças propulsoras e restritivas, enquanto pessoas e membros da equipe, bem como as forças da equipe e organização.

Certamente, para lidar com o aqui e agora do grupo se faz necessário que o facilitador seja hábil, não só na leitura do processo do grupo, como também possua um repertório que possa ir além do "script" previsto para o programa. Com base nessa premissa, os assuntos são tratados a partir de uma trilha, e não de um trilho, o que implica que o facilitador deverá auxiliar o grupo a alcançar os resultados propostos para o programa, trabalhando a partir dos dados de realidade dos participantes, do grupo e da organização.

Com a Metodologia Vai®, o aprendizado começa a se consolidar através das sessões de "troca de experiências". Esse, segundo Yolanda, é o momento em que o facilitador estimula os participantes a:

1. Analisarem os fatos ocorridos a partir do sentir;
2. Perceberem as formas de agir; e
3. Identificar e construir analogias entre as experiências vivenciadas e as situações reais vividas dentro da organização.

As atividades vivenciais possibilitam, ainda, exercitar e harmonizar a utilização dos hemisférios cerebrais esquerdo e direito, e, como os participantes "aprendem fazendo", aumentam as possibilidades de internalização do aprendido, privilegiando o "aprendizado de dentro para fora".

É comum, inclusive, que os participantes passem a adotar formas "cifradas" para se referirem ao apreendido. "Houve, por exemplo, um grupo de dirigentes," relembra Yolanda, "que havia participado de um módulo chamado 'Como planejar e conduzir reuniões eficazes' em um programa de Desenvolvimento Gerencial, em que utilizamos uma atividade com os 'Escravos de Jó'. Daquela data em diante, sempre que uma reunião começava a perder a objetividade alguém cantarolava a música dos 'Escravos de Jó', sinalização que era facilmente entendida pelos demais."

Falando especificamente da unidade de atividades conceituais, esta é a parte que inclui a conceituação didática sobre os temas trabalhados e vivenciados, possibilitando que os participantes sejam capazes de, autonomamente, utilizar esses referenciais de ajuda na busca de soluções alternativas adequadas para sua aplicação no dia-a-dia.

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Essas atividades, embora privilegiando o cognitivo, encontram, por parte dos participantes, uma receptividade muito maior do que as metodologias tradicionais, em função da sensibilização e possibilidade de observação das próprias atitudes e comportamentos proporcionados nas atividades vivenciais

Sobre a unidade de compromisso com a aplicação do aprendido, esta é composta de atividades que consolidam a aprendizagem integrada, buscando o comprometimento do grupo com a aplicação do aprendido.

Nos últimos três anos, a equipe da Ventos Eventos utilizou a Metodologia Vai® na facilitação de programas no Brasil para mais de 3.000 mil participantes, dos mais diversos níveis, voltados para o desenvolvimento de líderes, equipes, vendas e excelência no atendimento, entre outros.

Excelentes resultados também têm sido obtidos com a aplicação da Metodologia Vai® em processos de seleção e identificação de potencial. Além disso, através de cursos de Facilitadores de Jogos Vivenciais, capacita mais de 200 profissionais de Recursos Humanos, Qualidade e Vendas na utilização dessa metodologia, o que certamente multiplica suas possibilidades de utilização.

"Ao propormos essa metodologia”, revela Yolanda, "não estamos querendo considerá-la como uma 'fonte milagrosa' para a tão almejada mudança de pessoas e organizações, nem tampouco pretendemos reinventar a roda, pois já há muito tempo, a mestra Fela Moscovici, referindo-se à aprendizagem vivencial como "Treinamento de Laboratório", ensina que "aprender vivenciando os conceitos, e não apenas ouvindo ou lendo informações a respeito, pode significar mudanças marcantes nos processos cognitivos e emocionais do treinando."

Na verdade, como já dizia Galileu Galilei, nada se pode ensinar a um homem. Pode-se apenas ajudá-lo a descobrir coisas dentro de si mesmo. O que conta mesmo, e que é o que a Metodologia Vai® se propõe a organizar o que já se sabe sobre como fazer alguma coisa, de forma que adultos aprendam sem que lhes ensinemos nada.

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T&D

Artigo originalmente escrito por Inês Cozzo Olivares para a Revista T&D.

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